Censo escolar: educação evolui pouco em todo o Brasil

Censo escolar: educação evolui pouco em todo o Brasil

Censo escolar: educação evolui pouco em todo o Brasil

As taxas de evasão escolar continuam altas em todo o Brasil. São 2 milhões de pessoas em idade escolar (entre quatro e 17 anos) sem matrícula. Desde 2007, persiste a mesma porcentagem de adolescentes de 17 anos fora da escola: 25,5%. Nos primeiros três anos de vida, o gargalo continua, apesar de uma melhora. O número de crianças de três anos que frequentam creches passou de 17% para 32% nos últimos dez anos. O déficit na educação infantil está em 340 mil vagas de creche.

Os dados são do Censo Escolar, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Dois em cada três professores ministram aulas de disciplinas sem ter a formação adequada. No ensino médio, 61,9% dos professores são responsáveis por matérias nas quais são graduados. São 63,1% dos docentes com graduação específica responsáveis por dar aula do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.

A educação integral cresce a passos lentos. O número de estudantes contemplados com esse modelo de ensino passou de 7,9% para 9,5% de 2017 para 2018. As matrículas nessa modalidade subiram 17,8% no ano passado.

As mais altas taxas de insucesso, que consistem na soma da reprovação e do abandono, no ensino fundamental se concentram no primeiro ano do ensino médio. Cerca de 23% dos alunos matriculados nessa etapa desistem ou são reprovados. Os indicadores também são alarmantes no sexto ano do ensino fundamental: nessa série, 15% não conseguem passar de ano ou abandona a escola.

Capital

O Distrito Federal tem 650 mil estudantes, nas redes pública e privada de ensino. Nos últimos dois anos, caiu em 2,7 mil o total de alunos em sala de aula. A educação infantil continua como um dos grandes problemas. O déficit de vagas para crianças de zero a três anos continua em 23 mil vagas. O número pode ser ainda maior, se registradas também as famílias que sequer fizeram cadastro por não acreditarem na matrícula.

A capital do país tem a terceira maior proporção de estudantes matriculados em escolas particulares. Um em cada três alunos estudam em instituições de ensino privadas. Entre públicas e particulares de todos os níveis, os colégios contrataram menos 66 professores em 2018. A educação básica perdeu 146 profissionais.

No ensino fundamental o DF registra 21 alunos por professor, a maior concentração do país. São 19 alunos por docente quando se trata do ensino médio, o que trouxe o terceiro lugar entre todos os estados brasileiros.

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