“É triste que estejamos nas últimas posições”, diz Paula Belmonte sobre Pisa

“É triste que estejamos nas últimas posições”, diz Paula Belmonte sobre Pisa

“É triste que estejamos nas últimas posições”, diz Paula Belmonte sobre Pisa

Ao avaliar o desempenho dos alunos brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), a deputada Paula Belmonte (DF) disse que, “embora esteja sendo veiculado que não tenhamos ficado em último lugar, a verdade é que estamos quase em penúltimo”. Titular da Comissão de Educação, a parlamentar afirmou que a prova mostrou que apenas 2% dos jovens do Brasil sabem discernir uma opinião de um fato. Para ela, esse quadro indica impossibilidade de se ter uma opinião e ausência de massa crítica.

O Brasil ficou em 57º lugar no Pisa, do qual participaram 79 países. É a maior avaliação de educação básica do mundo. O país mais bem colocado foi a China. O exame aferiu que 4 em cada 10 adolescentes brasileiros não conseguem identificar a ideia principal de um texto, ler gráficos, resolver problemas com números inteiros ou entender um experimento científico simples. A prova foi realizada no ano passado por 600 mil estudantes.

Para Paula Belmonte, o resultado da prova deve servir para “uma reflexão bem séria daquilo que queremos para as próximas gerações”. O parlamento, afirmou ela, tem um compromisso para que “unidos, possamos fazer uma mudança na educação do Brasil”.

“É muito triste o que vem acontecendo com a educação no Brasil. Precisamos mostrar isso e defender que ela seja uma prioridade absoluta”, declarou. Paula Belmonte lamentou que o país tenha um grande número de analfabetos funcionais. Segundo ela, esse problema tem um reflexo político, social, no desenvolvimento do país e na profissionalização dos trabalhadores.

Olhando para o Pisa, Paula Belmonte afirmou que “num país onde se fala tanto em educação, nossos jovens ainda estão em patamares muito baixos”. Outro ponto analisado pela parlamentar do Cidadania foi a questão do bullying, um dos graves problemas nas escolas. Segundo o Pisa, 3 em cada 10 alunos brasileiros relatam experiência com o problema algumas vezes ao mês. “O bullying tem reflexos diretos na automutilação e no suicídio, que estão presentes nas aldeias indígenas também”, afirmou a deputada.

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