Paula Belmonte vai ao Gama e Taguatinga e avalia soluções para saúde e educação

Paula Belmonte vai ao Gama e Taguatinga e avalia soluções para saúde e educação

Paula Belmonte vai ao Gama e Taguatinga e avalia soluções para saúde e educação

A deputada federal encontrou descaso e burocracia no atendimento, além de superlotação por falta de serviços em cidades do entorno do DF

Veja o vídeo:

No Gama, faltam estruturas fundamentais no Hospital Regional e no Centro de Ensino Fundamental Gesner Teixeira, e no Programa de Educação Precoce, do Centro de Educação Infantil 07 de Taguatinga, investimentos. Todos foram visitados nessa sexta-feira (5) pela deputada federal Paula Belmonte. Espaços bem geridos e que atendem a comunidade, no entanto, com limitações que pedem mais sensibilidade dos governos tanto do Distrito Federal quanto do Estado de Goiás.

Entre um corredor e outro do HRG, a parlamentar encontrou pacientes pelo corredor aguardando atendimento médico, com uma maca ao lado da outra, sem espaço adequado para os acompanhantes e utilizando as próprias roupas de cama. Situações que atrapalham até mesmo a limpeza adequada do local. “Particularmente, fico muito triste. Não podemos deixar as pessoas vulneráveis nos corredores”, destacou.

Paula Belmonte observou que a grande maioria dos atendimentos no Hospital Regional do Gama são de moradores do entorno. Embora sejam todos cidadãos com direitos, a parlamentar lembrou que é também responsabilidade dos governantes de Goiás olhar para essa parcela da sociedade que carece de serviços essenciais em suas cidades.

Joel Borges, de 65 anos, está em uma das macas do corredor há cinco dias aguardando alta devido a uma anemia profunda. O idoso, morador do Valparaíso, só descobriu a doença após três tentativas de exames. “Gastei mil reais no hospital particular da minha cidade e ninguém descobriu. O médico disse: ‘tira ele daqui e leva ele para Brasília’”, contou.

Além disso, no HRG, em média, são realizados 550 partos por mês, sendo a metade humanizados, mas falta a Central de Parto Natural (CNP) sair do papel. De acordo com o diretor administrativo do hospital, Guilherme Albernás, a nova área vai desafogar os casos cirúrgicos. “O centro obstétrico é muito cheio, precisamos de mais RH, ginecologistas e pediatria. Atendemos muita gente do entorno, tanto para cesárea quanto para os partos naturais”, relatou.

A deputada explicou à equipe do HRG que, para 2019, não é possível ainda destinar emendas, mas vai levar à Secretaria e ao Ministério da Saúde as demandas locais, solicitando um olhar mais cuidadoso para a saúde do Distrito Federal, que está em decadência, precisando de reformas gerais. “As emendas já existentes da bancada anterior também podem ser utilizadas para esse fim. Faremos algumas conversas”, salientou.

Inclusão sem incluir
No CEF Gesner Teixeira, na Vila DVO, um problema parecido. A escola, que é inclusiva e deveria contar com turmas reduzidas para um atendimento especializado, chega a atender mais de 50 alunos no mesmo espaço. São estudantes do entorno. Além disso, foi inaugurado o centro de ensino para alunos especiais com dois andares, mas esqueceram dos acessos fundamentais: a rampa e o elevador.

“E o elevador é ainda muito mais barato para o Estado do que a rampa. Para fazer a rampa é necessário projeto, planejamento e verba”, analisou a diretora Leila Cunha de Albuquerque. A situação é ainda pior porque as salas de múltiplas funções, que atendem as crianças com alguma especificidade no aprendizado, ficam no andar de cima e os estudantes que têm limitações precisam subir as escadas.

Outro agravante para o CEF é a falta de segurança. Meninos e meninas correm riscos de assaltados ou sequestros e com o tráfico de drogas próximo na região, já que não há policiamento suficiente na Vila DVO e, mesmo com a solicitação, o pedido chegou a ser ignorado pela prefeitura local, conforme relatos. “Se eu ligo na polícia do meu telefone e falo que a ocorrência é aqui na escola, eles falam que não vão atender porque não é da responsabilidade”, expôs a diretora.

Educação Precoce
Em todo o DF, a educação precoce tem sido bancada pelos próprios educadores dos espaços. Crianças de 0 a 3 anos e 11 meses com síndrome de down e autistas não contam sequer com a alimentação diária, se não for do bolso de quem faz a doação.

O Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) não abrange o Programa de Educação Precoce por não ser uma modalidade do I-educar, um sistema criado para gerar economia. “Vivemos da doação dos profissionais. O único recurso que sai da Secretaria de Educação são os professores”, afirmou a vice-diretora do programa que funciona no Centro de Educação Infantil 07 de Taguatinga, Daisy de Sousa.

Para auxiliar no funcionamento do programa em todo o Distrito Federal, a deputada Paula Belmonte confirmou às gestoras da educação precoce no CEI 07 que vai buscar apoio junto à Câmara Legislativa, para que os parlamentares da Frente Parlamentar da Primeira Infância, que será lançada, proponham mudanças na legislação e ajudem a melhorar a situação financeira para o atendimento das crianças especiais do DF.

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