Paula Belmonte defende nova matriz econômica para Brasília com tecnologia, emprego e apoio a pequenos negócios

Candidata ao GDF afirmou, em entrevista à TV Voz de Brasília, que pretende transformar a capital em um hub tecnológico, reduzir a burocracia e fortalecer o empreendedorismo

Brasília (DF), 23.09.2026. A candidata ao Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte, durante gravação do Podcast Mulher ao Quadrado, apresentado por Caroline Chiode Dal Coi, empresária, empreendedora e presidente do CMEC (Conselho da Mulher Empresária e Empreendedora). Fotos: Luís Tajes / Comunicação Paula Belmonte

A candidata ao Governo do Distrito Federal e deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) defendeu uma mudança na matriz econômica de Brasília, com estímulo ao empreendedorismo, atração de investimentos e criação de novas oportunidades de emprego. Em entrevista à TV Voz de Brasília, nesta quarta-feira (23), Paula afirmou que pretende aproveitar a vocação da capital para a tecnologia e criar condições para atrair empresas e data centers para o Distrito Federal.

“Brasília pode se tornar uma grande cidade da tecnologia, de trazermos para cá os data centers. A gente tem algumas coisas para resolver em questão de legislação, em especial de energia, mas já tive a oportunidade de conversar com os grandes proprietários de data centers, tanto daqui da nossa região quanto com os detentores dessa tecnologia fora do país”, afirmou a candidata tucana.

Segundo Paula, a proposta é criar um novo ambiente econômico capaz de gerar empregos qualificados e, ao mesmo tempo, preparar os jovens do Distrito Federal para as oportunidades que surgirem. “Isso vai formar um novo hub em Brasília, trazendo possibilidade dos jovens terem tecnologia, terem trabalho e a gente reter essa tecnologia aqui dentro do Distrito Federal”, destacou.

Fortalecimento do BRB

A candidata também defendeu medidas para facilitar a vida de quem já empreende nas regiões administrativas. Entre as ações citadas estão a redução da burocracia para abertura e funcionamento de empresas, acesso a crédito, melhoria da infraestrutura das áreas comerciais e fortalecimento do BRB como instrumento de fomento aos pequenos e médios negócios.

Paula afirmou que pretende estabelecer procedimentos mais rápidos para a concessão de alvarás e reduzir entraves enfrentados por comerciantes e empreendedores. “O nosso governo vai trabalhar com desburocratização”, disse. Para ela, o poder público precisa criar condições para que os negócios prosperem, em vez de dificultar a atividade econômica.

Educação e tecnologia

Durante a entrevista, Paula relacionou desenvolvimento econômico à educação. A candidata voltou a defender a ampliação das escolas em tempo integral e uma formação que inclua empreendedorismo, educação financeira, idiomas e tecnologia.

A proposta, segundo ela, é preparar os estudantes do ensino médio para um mercado de trabalho cada vez mais tecnológico e fazer com que a formação profissional acompanhe a estratégia de desenvolvimento econômico do Distrito Federal. “Quando nós temos adolescentes sendo capacitados para entrar no mercado de trabalho, nós temos uma sociedade melhor”, afirmou.

Terceiro setor como parceiro

Outro ponto destacado pela candidata foi a participação das organizações da sociedade civil na execução de políticas públicas. Paula afirmou que pretende transformar o terceiro setor em parceiro estratégico do GDF, especialmente nas áreas de infância, juventude, assistência social e atendimento aos idosos. “O terceiro setor vai ser meu braço direito para que a gente possa chegar com políticas públicas”, declarou.

Paula defendeu ainda apoio técnico às entidades para melhorar prestação de contas, transparência e segurança jurídica. Segundo ela, organizações sociais poderão contribuir, inclusive, para ampliar atividades no contraturno escolar enquanto novas unidades de ensino em tempo integral são implantadas.

A candidata também defendeu a digitalização da administração pública e a integração dos sistemas do governo como instrumentos para melhorar a gestão e ampliar a transparência. Na saúde, citou como exemplo a necessidade de um prontuário integrado, para evitar que informações e exames fiquem isolados em diferentes estruturas da rede pública.

Na reta final da campanha, Paula afirmou que intensificará a presença nas ruas e a divulgação de suas propostas. “A coligação é direta com a população”, disse. “Esses próximos dez dias são os dez dias mais importantes da campanha.”

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