Ministério da Mulher apresenta impactos da pandemia na infância em audiência na Câmar

Ministério da Mulher apresenta impactos da pandemia na infância em audiência na Câmar

Ministério da Mulher apresenta impactos da pandemia na infância em audiência na Câmar

Em audiência pública presidida pela deputada federal Paula Belmonte, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), apresentou nesta segunda-feira, 10 de maio, um mapeamento dos impactos da pandemia entre as crianças.

Segundo a secretaria, somente 6% das denúncias de crimes contra crianças e adolescentes são feitas pelas próprias vítimas. Analisando os números do Disque 100, o ministério verificou que houve queda nas denúncias.

“A redução do número de denúncias é exatamente porque as crianças não estão frequentando as escolas nesse momento de pandemia. O professor, muitas vezes, é quem acompanha e faz a denúncia”, afirmou Paula Belmonte.

Apesar da subnotificação, o secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MMFDH, Mauricio Cunha, frisou que a violência contra as crianças aumentou consideravelmente na pandemia. “A gente vive uma pandemia da violência. E só com a união de todos, sociedade, parlamento, poder público e família, é que a gente vai conseguir reverter esse quadro”, avaliou o secretário.

No Disque 100, canal de denúncias da pasta, em 2020, foram registradas 95.245 denúncias de violência contra crianças. Destas, 14.621 são violências de natureza sexual.

A diretora do Departamento de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente do MMFDH, Luciana Oliveira, detalhou as 87 ações do ministério em prol das crianças e dos adolescentes na pandemia, todas focadas em saúde, em proteção social e em proteção econômica.

Ainda durante a audiência, o secretário defendeu a proposta da deputada federal que classifica a educação como serviço essencial. “Nós não podemos mais tolerar o crime que está sendo cometido contra as crianças e aos adolescentes ao excluí-los ao acesso básico. Por isso, nós nos manifestamos favoráveis ao PL 5595/2020”, pontuou.

Na ocasião, o secretário também afirmou que o ministério, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), está desenvolvendo um aplicativo para ajudar crianças e adolescentes a identificarem se estão sofrendo algum tipo de violência. A plataforma comunica-se diretamente com o Disque 100.

A audiência pública foi promovida pela Comissão Externa de Políticas para a Primeira Infância, que é coordenada por Paula Belmonte.

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