Candidata ao GDF participou de sabatinas na BandNews FM e na Rádio Bandeirantes e apresentou propostas para saúde, segurança, mobilidade e desenvolvimento social

A candidata ao Governo do Distrito Federal e deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) foi entrevistada pelas rádios BandNews FM e Bandeirantes, na manhã desta segunda-feira (24). Durante as sabatinas, apresentou propostas e defendeu uma gestão baseada em transparência, eficiência e cuidado com a população. Entre os temas abordados estiveram saúde, segurança pública, mobilidade, desenvolvimento econômico e políticas de proteção às mulheres.
Ao falar sobre a situação financeira do Distrito Federal, Paula afirmou que o problema não está na falta de recursos, mas na forma como o dinheiro público é administrado. Ela também voltou a questionar a falta de transparência sobre as contas do Banco de Brasília (BRB) e a divulgação do balanço da instituição. “Não é falta de dinheiro. É falta de transparência. Bota na mesa o orçamento do Distrito Federal. Bota na mesa o que tem de déficit. Bota na mesa o balanço do BRB”, cobrou.
Paula relembrou ainda a atuação dela na Câmara Legislativa na fiscalização do banco e anunciou que pretende criar, em seu governo, um Gabinete da Transparência, sob responsabilidade do candidato a vice-governador, o juiz Everardo Ribeiro. “Eu vou ser eleita por mais de 51% da população, mas eu vou governar para todos, 100% da população”, destacou.

Segurança e população em situação de rua
Na segurança pública, a tucana propôs a integração das forças do Distrito Federal, com compartilhamento de tecnologia e equipamentos entre as corporações. Também associou a prevenção à criminalidade à educação e propôs ampliar o ensino integral, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade social. “Não adianta nós estarmos fazendo uma força de segurança se nós não integrarmos isso à educação. E o nosso governo, de 2027 até 2030, nós vamos fazer a educação integral chegar principalmente nas áreas mais vulneráveis”, disse.
Sobre a população em situação de rua, Paula defendeu uma política contínua de acolhimento, com moradia de transição e acompanhamento especializado. Para ela, as ações do poder público precisam oferecer condições para que essas pessoas reconstruam a própria autonomia, em vez de apenas retirá-las dos espaços públicos.
“A primeira coisa para ele sair da rua é onde morar. E uma moradia de transição, que tenha psicólogo, que tenha psiquiatra, que tenha ali uma política contínua. E é isso que nós defendemos”, ressaltou.
Saúde
A situação da saúde pública também entrou no debate. Paula propôs a realização de uma auditoria externa no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e criticou o número de cargos de livre nomeação na instituição.
Segundo a candidata, uma das prioridades será avaliar a aplicação dos recursos e melhorar o atendimento nas unidades administradas pelo instituto. Ela relacionou a fiscalização do dinheiro público à qualidade dos serviços prestados à sociedade. “A corrupção mata. Ela mata a criança, ela mata o pai, ela mata a mãe, ela mata a nossa dignidade”, declarou.
Proteção às mulheres
Ao abordar a violência contra a mulher e os casos de feminicídio no Distrito Federal, Paula defendeu políticas públicas que atuem antes que as agressões cheguem à forma mais extrema e apontou como prioridades o acolhimento, a educação, a qualificação profissional e a autonomia financeira.
“Violência contra a mulher é psicológica, é econômica, é física. Quando chega no feminicídio, ela chega no jornal. Mas antes disso já aconteceram várias outras violências”, alertou.
Para a candidata, ampliar a independência econômica também é uma forma de proteção. “Nós precisamos fazer com que as nossas mulheres tenham condição financeira, que elas possam gerar emprego, que elas possam ser de verdade autônomas e tenham essa liberdade financeira”, disse.
Mobilidade e transporte público
Na mobilidade, Paula defendeu a realização de uma auditoria nos subsídios destinados às empresas de ônibus e cobrou uma nova licitação do sistema de transporte coletivo. Também criticou a qualidade do serviço e sustentou que políticas tarifárias precisam vir acompanhadas da ampliação e da melhoria da oferta de transporte.
A candidata ressaltou ainda o impacto da mobilidade na qualidade de vida e no desenvolvimento econômico, especialmente diante do tempo gasto diariamente pelos trabalhadores no deslocamento entre casa e trabalho.
Eleições 2026
Ao final das entrevistas, Paula reforçou a proposta de construir uma gestão voltada à prestação de serviços públicos e distante da polarização política. “Um governo que faça direito para as pessoas, que traga humanidade e um governo que não esteja preocupado com polarização, esteja preocupado com a população do DF”, concluiu.