Candidata ao GDF lembrou voto contrário à operação envolvendo o Banco Master e afirmou que banco público deve fomentar negócios e o desenvolvimento das regiões do DF

A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) defendeu, nesta terça-feira (15), que o Banco de Brasília (BRB) retome o foco no desenvolvimento econômico do Distrito Federal, com ampliação do acesso ao crédito para pequenos empreendedores e maior transparência na gestão da instituição. Durante debate promovido pela Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Paula voltou a abordar as operações envolvendo o BRB e o Banco Master e lembrou que votou contra a aquisição de participação na instituição financeira.
“Eu sou a única aqui que votou contra o Banco Master. Eu é que levantei o banco de plástico dizendo que o Banco Master era uma fraude. Eu é que levantei o cheque dizendo que a conta que ia pagar somos nós”, afirmou.
Paula também defendeu que o BRB seja utilizado como instrumento para fomentar a atividade econômica e apoiar quem empreende no Distrito Federal. “O BRB pode fomentar o pequeno empreendedor”, declarou.
Para a candidata, o acesso ao crédito deve estar associado a outras políticas de desenvolvimento econômico, entre elas a regularização fundiária, permitindo que empresários tenham maior segurança jurídica e acesso a garantias. “Nós precisamos falar de regularização fundiária para que os empreendedores possam ter o bem como garantia”, afirmou.
Ao abordar o potencial econômico da capital, Paula destacou que o crescimento precisa alcançar também as regiões onde ainda há carência de infraestrutura e serviços básicos. “Brasília é próspera. Foi falado de Juscelino, é verdade. Ele pensou antes, ele pensou em Dom Bosco. Mas Brasília é muita, muita pobreza. Quem conhece Brasília sabe que nós temos pessoas que não têm água potável”, disse.
Paula afirmou ainda que transparência e desenvolvimento econômico precisam caminhar juntos para que os recursos e as instituições públicas estejam efetivamente a serviço da população. “O que nós precisamos fazer é trazer transparência, dignidade para as pessoas”, concluiu.