Paula Belmonte abre debate sobre pedofilia em comissão

Paula Belmonte abre debate sobre pedofilia em comissão

Paula Belmonte abre debate sobre pedofilia em comissão

Em requerimento, deputada pede criação de subcomissão para discutir a doença, o crime e a prevenção desse tipo de violência contra as crianças no Brasil

As deputadas federais do Cidadania Paula Belmonte (DF) e Carmen Zanotto (SC) pediram hoje à Comissão de Seguridade Social e Família a criação de uma Subcomissão Especial para avançar no combate à pedofilia.

“Precisamos dar fim ao tabu imposto ao tema e lidar com a prevenção, para que não seja preciso apenas medicar o problema. Pedófilos devem ser reconhecidos e tratados para que não haja novas vítimas”, observa a deputada.

De acordo com as parlamentares, é preciso esclarecer a patologia, como é considerada a pedofilia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e entender o que caracteriza crime e quais as formas de prevenção.

A pedofilia é considerada um transtorno parafílico e não tem cura. Ou seja, um interesse sexual intenso e persistente que causa sofrimento ou prejuízo a outras pessoas. Logo, o assunto foi levado ao Parlamento para prever o tratamento necessário a essas pessoas, que ainda esbarram no preconceito e o julgamento social.

No entanto, é preciso entender que nem todo abusador sofre de transtorno. Logo, a Justiça precisa reconhecer cada caso e atuar conforme a lei para aqueles que buscam tratamento e os que cometem um crime por conveniência.

Estatística e prevenção
Outro pedido especial para a subcomissão é a criação de um banco de dados estatísticos mais preciso sobre os casos de abuso infantil. Não existe, a nível federal, estadual ou municipal, um controle padrão das denúncias para saber a veracidade, acompanhar inquéritos ou até mesmo as crianças vítimas da pedofilia.

Em 2017, o maior número de denúncias no Disque 100 foi de casos contra crianças entre 4 e 7 anos de idade, com 45% dos casos na própria residência da vítima. Entre os crimes, 20.330 são denúncias de violência sexual. Somente no primeiro semestre de 2018, foram contabilizados 8.581 casos. “Como legisladora, meu papel e dos meus colegas parlamentares é pensar políticas públicas em cima do que há registrado no país. Um banco de dados centralizado facilitaria essa fiscalização”, conclui a deputada federal.

One Comments

  1. Avatar
    Ass: Uma vítima do Sistema
    março 29, 2019 at 02:46 am

    Muito obrigado pela coragem!
    Dar voz aos inocentes é algo para nobres e corajosos.
    Criança NÃO MENTE !!!!
    #euassinodonaedna
    #revogajá
    Lei:12.318

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