Escolas de Planaltina comprovam projetos de sucesso dentro e fora de sala de aula

Escolas de Planaltina comprovam projetos de sucesso dentro e fora de sala de aula

Escolas de Planaltina comprovam projetos de sucesso dentro e fora de sala de aula

Após uma semana intensa de trabalho na Câmara, a deputada federal Paula Belmonte e o Secretário de Educação do Distrito Federal Rafael Parente visitaram, nesta sexta-feira (22), três escolas da cidade de Planaltina. A idéia é manter o compromisso firmado com o ensino e com as crianças. Tanto no Centro de Ensino Stella dos Cherubins Guimarães quanto no Centro de Ensino Taquara e no Centro de Ensino Fundamental 2 do Arapoanga há problemas pontuais que precisam de soluções urgentes.

Telhados de policarbonato furados, rachaduras nas paredes, problemas em juntas de dilatação nas instalações estruturais das escolas, falta de porta anti-pânico nos auditórios, pinturas originais precisando de renovação são algumas situações básicas que acabam abandonadas por falta de recursos.

“São medidas simples para que os estudantes tenham mais qualidade no aprendizado. No entanto, apesar das dificuldades, notei que os gestores têm mantido o ambiente agradável e observei que todos os alunos estavam ou em atividade ou em sala de aula”, relatou a deputada.

Na biblioteca do CED Stella dos Cherubins, alguns projetos já provaram que a leitura alimenta sonhos. Com apenas 15 anos, Beatriz Gomes está à frente do projeto Hellow Words. No contraturno escolar, eles se encontram para uma hora e meia de aulas de inglês com a professora da unidade que tem fluência no idioma. O objetivo é conseguir a oficialização pela Secretaria de Educação.

“O curso é uma base e vai auxiliar no futuro. Aqui, trabalhamos com uma turma pequena, a professora pode nos dar mais atenção, conversamos e aprendemos mais fácil assim. Eu, por exemplo, quero fazer intercâmbio para o Canadá e estou investindo nisso”, contou a estudante.

Para a deputada Paula Belmonte essa vontade é um ganho para todos os envolvidos. “Eu morei fora e sei o quanto uma cultura diferente muda a nossa mentalidade sobre o mundo. Conhecer um novo idioma e estudar em outro país abre novos caminhos e mostra inúmeras possibilidades. Experiência nunca é demais”, analisou Paula Belmonte.

Coração de mãe

Prestes a se aposentar, a professora Fátima, de 63 anos de idade, deu um bom exemplo de entrega durante o encontro. “Minha aposentadoria ia sair em fevereiro, mas suspendi preocupada com os projetos. Tenho muito amor pelos alunos”, afirmou.

Dois projetos sob a monitoria da professora e uma colega docente ajudam estudantes do 6º ao 8º ano e outros do ensino médio. “Os alunos lêem e contam as históricas. Temos leitores do ano passado que alcançaram 45 livros”, explicou a professora, que ainda enfatizou a falta de materiais no local. De acordo com Fátima, há um prejuízo muito grande e os estudantes precisam usar xerox ou comprar os livros fora da escola, o que encarece e reduz a participação no projeto de leitura.

“Projetos como esses não podem acabar. A leitura modula nossas idéias e pensamentos sobre a vida. Quem lê, sabe escrever. É um conjunto que está associado”, constatou a deputada federal. Para Paula Belmonte, é preciso repensar políticas públicas e buscar meios legais para que as unidades escolares não fiquem desprovidas de materiais acessíveis aos estudantes. Isso vai depender de várias forças unidas.

Informática no meio rural

Escolas rurais também são meio de inclusão social e tecnológica e não podem ficar esquecidas pelo Estado. É por meio dessas unidades que muitas crianças conhecem o mundo. Foi pensando na prática e na necessidade do ensino em informática, que o professor do CED Taquara, David Rocha, criou programas pelos quais os estudantes aprendem na prática, de maneira didática e colorida, o que é ensinado em sala de aula.

Os outros professores repassam o conteúdo e ele desenvolve o sistema conforme as demandas. “Incrível. Ele mesmo faz a programação, desenvolve o sistema. São exemplos que funcionam e podem ser seguidos por outras escolas. Mas é importante que essas unidades também tenham acesso à internet. Um país continental como o nosso, com acesso em quase todos os cantos, precisa gerar oportunidades para as comunidades rurais também”, salientou a deputada federal.

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