Paula Belmonte cobra divulgação do balanço do BRB durante sabatina no Metrópoles

Candidata ao GDF também apresentou propostas para mobilidade, educação, saúde, segurança pública e gestão

Brasília (DF), 01/10/2026 – A candidata ao Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte, durante sabatina no Portal Metrópoles. Fotos: Lucas Peres/Comunicação Paula Belmonte

A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) cobrou, nesta quinta-feira (1º), a divulgação do balanço do Banco de Brasília (BRB) durante sabatina promovida pelo Metrópoles. Ao longo da entrevista, Paula também apresentou propostas para mobilidade, educação, saúde, segurança pública e gestão.

No início da sabatina, a candidata afirmou que conhecer a situação financeira do banco é necessário para avaliar os próximos passos da instituição.

“O que a gente cobra hoje da governadora Celina Leão é o balanço do BRB. Eu não tenho como falar o que a gente pode fazer quando a gente não souber o prejuízo”, afirmou.

Paula também defendeu o papel do BRB no desenvolvimento econômico do Distrito Federal. Ao longo do dia, a candidata percorreu comércios em Santa Maria e em Arapoanga e relacionou a situação encontrada nas cidades à necessidade de fortalecimento do banco como instrumento de fomento.

“A função do BRB é fomentar a empregabilidade, fomentar o pequeno empresário. E aqui a gente teve, infelizmente, um desgoverno, o balanço do BRB não chegou na mão das pessoas”, disse.

Mobilidade e serviços públicos

Questionada sobre privatizações, Paula afirmou não ser contrária ao modelo, mas criticou a forma como ocorreu o processo envolvendo a Companhia Energética de Brasília (CEB). Segundo a tucana, a companhia foi sucateada antes da venda.

“A CEB foi sucateada, vendida pela metade do preço. Eu não sou contra a privatização, mas sou contra o sucateamento de algo que é nosso para entregar para a privatização”, declarou.

Sobre a parceria público-privada da Rodoviária do Plano Piloto, Paula reconheceu melhorias percebidas pelos usuários, mas cobrou transparência em relação aos permissionários que trabalham no local, especialmente sobre os valores de aluguel. A candidata também defendeu a valorização de motoristas e cobradores.

Em relação ao metrô, Paula descartou a privatização e defendeu a expansão do sistema, a realização de concurso público e a valorização dos metroviários.

“Eu acredito na expansão do metrô. Eu acredito que nós temos que valorizar os metroviários que estão aí e, mais do que isso, chamar concurso público. O nosso metrô está sucateado”, afirmou.

A candidata citou ainda a expansão para regiões como Asa Norte e Santa Maria e defendeu que o sistema também avance em direção a Águas Lindas.

“No governo Paula Belmonte, vai ter expansão do metrô, sim”, declarou.

Educação e professores concursados

Na educação, Paula defendeu a gestão democrática das escolas públicas e a contratação de professores concursados. Segundo a candidata, profissionais efetivos contribuem para a construção de vínculo com os estudantes e com a comunidade escolar.

“A gente precisa de escola com professor que cria vínculo. É professor que cuida da escola”, disse.

Paula também afirmou que pretende convocar professores e servidores da carreira de Políticas Públicas e Gestão Educacional (PPGE), além de ampliar a educação integral e construir escolas perto das casas dos estudantes.

“Nós vamos chamar os professores concursados. Vamos chamar os PPGE. Vamos nutrir a nossa escola. Construir escola integral”, afirmou.

Segurança pública

Ao tratar da segurança pública, Paula defendeu a valorização das forças do Distrito Federal e citou policiais militares, bombeiros, policiais civis, policiais penais e servidores do Detran. A candidata afirmou que pretende ampliar o efetivo e oferecer estrutura para a atuação dos profissionais.

“A todos que fazem a segurança do Distrito Federal, o meu reconhecimento. Mas eu quero ter um compromisso de valorizarmos a segurança pública do Distrito Federal”, disse.

Paula também apresentou a Muralha Digital, proposta de seu plano de governo que prevê integrar câmeras, bancos de dados e sistemas de inteligência para ampliar a capacidade de prevenção e resposta das forças de segurança. A candidata defendeu que o investimento em tecnologia seja acompanhado pela recomposição do efetivo e pela valorização dos profissionais.

“Nós vamos fortalecer a segurança pública, chamar efetivo e trazer estrutura. Com o avanço do crime organizado e das facções, precisamos dar condições aos policiais que estão nas ruas e aos profissionais que trabalham nas investigações”, afirmou.

Redução de secretarias

Na área de gestão, Paula defendeu a redução do número de secretarias do Governo do Distrito Federal. Durante a sabatina, afirmou que pretende manter pastas consideradas essenciais e adotar critérios técnicos para a escolha dos responsáveis.

“São mais de 30 secretarias. Nós vamos ter um governo com muita responsabilidade. Vamos reduzir, sim, as secretarias e convocar as pessoas com tecnicidade”, declarou.

Entre as áreas que afirmou que serão mantidas e fortalecidas, Paula citou Saúde, Educação, Trabalho e Desenvolvimento Social.

Questionada sobre o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), a candidata defendeu a utilização do edifício e relacionou a medida à redução dos gastos públicos.

“Eu vejo que o Centrad precisa ser utilizado, sim. A ida para o Centrad, além da economia, é a valorização das nossas cidades”, afirmou.

Fortalecimento do SUS

Na saúde, Paula voltou a defender o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Questionada especificamente sobre o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), disse que não pretende extingui-lo.

“Nós acreditamos no SUS e vamos fortalecer o SUS”, afirmou.

Ao ser questionada diretamente se acabaria com o Iges, Paula respondeu: “Não. Eu quero dizer que vou fortalecer o SUS. O Iges não tem como acabar”.

Durante a sabatina, a candidata também relacionou sua atuação política à trajetória pessoal.

“Estou há oito anos como deputada federal e deputada distrital. Eu não preciso da política para sobreviver. Estou na política por uma missão de vida”, afirmou.

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