Candidata ao GDF defende segurança jurídica para lojistas, revisão do modelo de concessão e condiciona cobrança de estacionamentos pagos à melhoria da mobilidade coletiva

A candidata ao Governo do Distrito Federal e deputada distrital, Paula Belmonte (PSDB), realizou, na tarde desta segunda-feira (24), uma caminhada pela Rodoviária do Plano Piloto para ouvir permissionários e apresentar propostas para o equipamento público. Ela esteve acompanhada do candidato a vice-governador, juiz Everardo Ribeiro, do candidato a senador Guto Felício dos Santos, e do ex-senador Reguffe.
Durante a visita, Paula Belmonte criticou a falta de transparência nos contratos atuais firmados com os permissionários, que, em vários casos, atuam no local há mais de 50 anos. Ela criticou o modelo de contratação, no qual cada permissionário assina um contrato diferente e que impossibilita a negociação conjunta por meio de associações.
“Eu não sou contra a Parceria Público-Privada. O importante é ter transparência. A PPP tem que dar, sim, satisfação para o público”, apontou Paula Belmonte.
Um dos principais pontos levantados foi a duração reduzida dos contratos dos permissionários, renovados a cada seis meses. “Renovaram um contrato em março, que só vai valer até dezembro. Isso deixa todos os permissionários na mão, porque não sabem no ano de 2027 o que vai acontecer”, afirmou a candidata tucana.
Para Paula Belmonte, essa instabilidade prejudica quem trabalha no equipamento público e se compromete a trazer transparência sobre o que é feito na rodoviária. A candidata ao GDF lembrou que apresentou representações e questionamentos no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para apontar supostas irregularidades e exigir transparência no processo de concessão da Rodoviária do Plano Piloto. “O que nós precisamos é a segurança jurídica dos permissionários. Essa segurança jurídica nós vamos ter”, afirmou.
Sobre a cobrança de estacionamentos pagos no entorno da rodoviária, a candidata condicionou a medida à melhoria prévia do transporte público. “Enquanto a gente não tiver uma qualidade na mobilidade e no transporte público, a gente não pode cobrar do usuário a utilização paga dos estacionamentos”, apontou.
Paula Belmonte também criticou a insuficiência da frota de ônibus e alertou para o risco de novas taxas de embarque cobradas das empresas de transporte, que podem impactar os trabalhadores.
Para a candidata ao GDF, o estacionamento pago só faz sentido quando o transporte coletivo estiver consolidado como alternativa real ao uso do carro individual. “O estacionamento é uma coisa bem-vinda, quando a mobilidade for adequada. Isso é o que nós queremos fazer: desafogar a utilização do carro para que a gente possa fazer um transporte coletivo de qualidade”, destacou.
Por fim, a candidata defendeu que a rodoviária mantenha um perfil voltado à população de baixa renda, com dignidade para quem circula pelo espaço diariamente.
“É isso que vamos defender: que a rodoviária seja um espaço democrático, que tenha cada vez mais limpeza e segurança, mas mais do que isso, que receba os nossos brasilienses com dignidade”, concluiu Paula Belmonte.