Segunda vice-presidente da CLDF teceu críticas à ausência do Estado no Rio de Janeiro após morte de mais de 130 pessoas em operação violenta em favelas
Após participar, como mediadora, do evento Fórum O Otimista Brasil, na manhã desta quarta-feira (29), na Câmara Legislativa, que contou com as presenças do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux e do ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, a segunda vice-presidente e procuradora Especial da Mulher da Casa destacou a relevância de se debater segurança jurídica, em especial em um contexto de violência contra as mulheres.
“A segurança jurídica é fundamental para que tenhamos desenvolvimento social, econômico e educacional. E esse fórum trouxe exatamente isso: um olhar sobre como estamos trabalhando as nossas leis para que tenhamos mais segurança jurídica e, consequentemente, mais democracia”, afirmou a parlamentar.
À frente da PEM, Paula ressaltou o trabalho da Procuradoria de “assegurar os direitos de todas as mulheres”, registrando que há várias leis que tornam isso possível. Ela mencionou ainda que a Câmara Legislativa tem mantido um protagonismo em garantir essas políticas públicas, por meio de aprovação e aprimoramento da legislação vigente.
Ainda sobre segurança, no contexto da barbárie que marcou o Rio de Janeiro, com a morte de mais de 130 pessoas em uma operação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, Paula registrou sua “indignação” com a ausência do Estado e com a fala de algumas autoridades.
“Fica a nossa crítica: lideranças políticas falarem que os traficantes são as vítimas do sistema… Isso é muito forte. Traficantes serem vítimas do usuário… Mas fica aqui também a nossa indignação com as políticas públicas que não acontecem de forma efetiva”, enfatizou a parlamentar.
Trazendo a situação de extrema violência carioca para a realidade do DF, Paula destacou que a ausência do Estado tem se feito sentir também na capital federal. “Como mãe, é lamentável nós perdemos vários jovens por crimes violentos. Agora, recentemente, o menino Isaac, de 16 anos, cometido esse crime por outros adolescentes. Isso mostra que as políticas públicas estão falhas, que a nossa escola não está adequada, que não está havendo investimento na nossa segurança pública como tem que ser”, completou a deputada.

