Preocupação com impacto em aposentadorias e uso de patrimônio público marca discurso sobre reestruturação do BRB e assembleia decisiva nesta quarta-feira
A deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) elevou o tom no plenário da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (17), ao tratar das operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. A parlamentar chamou atenção para a assembleia marcada para esta quarta-feira (18), considerada decisiva para o futuro do banco, na qual os acionistas irão deliberar sobre as medidas propostas para a reestruturação e capitalização da instituição.
Segundo Paula, o momento é de grande preocupação, especialmente entre servidores públicos e aposentados. “Tenho recebido dezenas de ligações de aposentados do Iprev preocupados com o que pode acontecer. São pessoas que contribuíram a vida inteira e que hoje vivem uma insegurança que não pode ser ignorada”, afirmou.
O Iprev-DF é o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos. O fundo mantém participação relevante no capital do Banco de Brasília (BRB), sendo um dos principais acionistas institucionais da instituição – com cerca de 12% das ações, segundo o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do DF (Sindical) -, o que amplia a apreensão diante de decisões que possam impactar o valor e a segurança desses ativos.
A deputada também criticou a condução das medidas adotadas para tentar equacionar a situação do banco. “Não podemos aceitar soluções que coloquem o patrimônio público em risco, como o uso de terrenos públicos. O BRB precisa ser preservado com responsabilidade e transparência”, destacou.
Para Paula Belmonte, o momento exige firmeza e compromisso com o interesse coletivo. “Nós precisamos salvar o BRB, proteger os servidores e garantir segurança para os aposentados. Brasília precisa de moralidade, responsabilidade e política pública decente”, concluiu.

