Em visita à Escola Classe Guariroba, integrantes da CPI do Rio Melchior comemoram decisão do Ibama de impedir instalação de térmica

Presidente do colegiado, Paula Belmonte destaca união e pressão da sociedade: “Estamos unidos pela educação e por salvar o Rio Melchior”

A CPI do Rio Melchior esteve, nesta sexta-feira (17), na Escola Classe Guariroba, em Samambaia, em mais uma visita técnica, parte das investigações do colegiado sobre o alcance da poluição da bacia d’água.

A vistoria ocorreu em clima de vitória, dois dias após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) indeferir a instalação da Termoelétrica Brasília (UTE) nas margens do rio. O empreendimento vinha ameaçando o centro de ensino, que seria mais uma vez removido.

A presidente do colegiado, Paula Belmonte (Cidadania), destacou que a decisão é uma conquista conjunta. “Queríamos sensibilizar a população para a não demolição, mas nós viemos comemorar a boa nova que essa escola foi salva com a união da sociedade, com pressão. Estamos unidos pela educação e por salvar o Rio Melchior”, ressaltou a deputada, ao lado do deputado Gabriel Magno (PT), que acompanhou a visita.

Na decisão em que negou o licenciamento ambiental da UTE, emitida na última quarta-feira (15), o Ibama menciona os relevantes impactos sobre a escola Guariroba e os mais de 500 estudantes, em situação de vulnerabilidade social. No documento, o Ibama diz que a instalação da UTE “implicaria prejuízos pedagógicos, culturais e sociais inaceitáveis frente ao interesse público primário”.

Compromisso com a educação

Ainda na visita, Paula fez questão de destacar que o compromisso da CPI é “salvar o Rio Melchior”. A deputada tem batalhado para que, no relatório, a ser apresentado ao final dos trabalhos do colegiado, previsto para dezembro, haja recomendações sobre como transformar o rio, hoje classificado como grau 4 – o pior em termos ambientais – em 3.

Ela mencionou que, ao visitar as salas de aula, um dos alunos falou sobre a “felicidade” de a escola não ser demolida, mas que o menino contou sobre o mau cheiro que sente, tanto da escola, quanto de casa.

Ela sinalizou ainda empenho da Câmara Legislativa em ampliar mobilidade, espaço pedagógico e vagas de escolas para atender crianças e jovens da região.

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