Candidata ao GDF quer detalhamento dos contratos encerrados, novos custos do complexo e comprovação da estimativa de R$ 18 milhões de economia anual

A deputada distrital e candidata ao Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte (PSDB), apresentou requerimento para convocar o secretário de Estado de Economia do DF, Valdivino José de Oliveira, a prestar esclarecimentos à Câmara Legislativa sobre os impactos financeiros da ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad).
Paula quer que o Governo do Distrito Federal apresente os números que permitam verificar se a transferência de órgãos públicos para o complexo está, de fato, representando economia para os cofres públicos.
Entre os esclarecimentos solicitados estão a relação dos contratos de locação encerrados, suspensos ou reduzidos após a mudança para o Centrad, os valores que eram pagos nesses imóveis e os contratos que continuam vigentes, mesmo após a transferência de órgãos e servidores.
O requerimento também cobra informações sobre os novos gastos decorrentes do funcionamento do complexo, incluindo despesas com manutenção, limpeza, segurança, energia elétrica, água e esgoto, tecnologia, infraestrutura, reformas, mobiliário e equipamentos.
“Não basta anunciar economia. É preciso colocar os números na mesa e mostrar quanto o Distrito Federal deixou de gastar, quanto passou a gastar com o Centrad e qual é a economia líquida efetiva para a população. Fiscalizar o dinheiro público é uma obrigação do Parlamento”, afirma Paula Belmonte.
Economia de R$ 18 milhões
Um dos principais pontos do requerimento é a estimativa divulgada pelo GDF de aproximadamente R$ 18 milhões por ano de economia na primeira etapa de ocupação do Centrad.
Paula solicita que a Secretaria de Economia informe se esse montante já foi efetivamente apurado e validado, apresente a memória de cálculo e identifique quais contratos e despesas foram considerados para chegar ao valor.
A parlamentar também quer conhecer a projeção de economia após a ocupação integral do complexo, incluindo os contratos que deverão ser encerrados nas próximas etapas.
Outro questionamento envolve os custos para preparar e adequar o Centrad para receber as secretarias e demais órgãos públicos. O requerimento solicita informações sobre reformas, mobiliário, equipamentos, empresas contratadas, valores envolvidos e modalidades de contratação.
“Estamos falando de patrimônio e dinheiro público. Se existe uma economia de R$ 18 milhões por ano, ela precisa ser demonstrada de maneira transparente. A população tem o direito de saber exatamente de onde sai esse número e qual é o custo real dessa operação”, reforça Paula.
Confira o documento abaixo: