Paula Belmonte vence debate no Metrópoles com firmeza e defesa das crianças

Candidata ao GDF se destacou nos confrontos, esclareceu sua atuação em favor das mulheres e apresentou propostas para educação, servidores públicos e combate à corrupção

Brasília (DF), 10/09/2026 – A candidata ao Governo do Distrito Federal, Paula Belmonte (PSDB), durante sua participação no debate promovido pelo portal Metrópoles. Fotos: Lucas Peres / Comunicação Paula Belmonte.

A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) teve uma atuação firme no debate promovido pelo Metrópoles, nesta quinta-feira (10). Ao longo do encontro, enfrentou os questionamentos dos adversários e apresentou propostas para áreas como educação, proteção às mulheres, valorização dos servidores públicos e combate à corrupção.

O principal momento de sua participação ocorreu logo no primeiro confronto da noite, em um embate com a atual governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP). Questionada sobre recursos recebidos pelo Instituto AMPB, Paula explicou a origem da instituição e trouxe para o centro da discussão a história do filho.

“AMPB significa Arthur Moreno Paro Belmonte, meu filho, que morreu com dois anos de idade. O instituto atende 300 crianças e recebeu, sim, um auxílio de R$ 1 milhão do BRB para a gente poder dar comida para as crianças, para poder fazer o trabalho no Sol Nascente. A senhora [Celina Leão] devia lavar a boca para falar um negócio desses. A senhora devia saber que lá a gente faz o que o Estado não faz”, afirmou.

Mãe de seis filhos, Paula relacionou a perda de Arthur à missão que assumiu na vida pública e reagiu ao questionamento ressaltando o trabalho desenvolvido pelo instituto, especialmente com famílias em situação de vulnerabilidade.

A tucana também explicou que, segundo ela, o valor destinado ao AMPB veio de uma política de incentivo do BRB voltada à infância e que os investimentos realizados pela própria família na instituição superam o montante recebido.

“O dinheiro que nós recebemos, e nós gastamos muito mais do que recebemos, foi de uma política que o BRB tem de incentivo às nossas crianças”, declarou.

O embate abriu espaço ainda para uma discussão sobre as condições enfrentadas pela infância nas cidades do Distrito Federal. Ao abordar situações de vulnerabilidade que encontra em suas visitas, Paula resumiu: “As crianças querem comida, as crianças querem estar na escola”.

Educação em tempo integral

A experiência pessoal também foi relacionada às propostas para a educação. Paula reafirmou que pretende ampliar a oferta de escolas em tempo integral e de creches a partir de 2027, associando as medidas tanto ao desenvolvimento dos alunos quanto à rotina das famílias.

“Em 2027, nós vamos cuidar das nossas crianças e dos nossos adolescentes. Vamos trazer escola integral. Vamos trazer creche”, afirmou.

Ao falar sobre seus mandatos como deputada federal e distrital, Paula relatou situações que encontrou ao percorrer as cidades do DF, entre elas alunos que chegam às escolas em busca de alimentação e famílias que enfrentam dificuldades no acesso a serviços básicos.

“Eu vejo as crianças sem alimentação e as mães desesperadas. Então, para mim, traz muita tristeza ver a oportunidade de uma mulher governar e deixar outras mães sozinhas”, declarou.

Atuação em defesa das mulheres

A participação no debate também permitiu à Paula esclarecer sua atuação como procuradora especial da mulher na Câmara Legislativa. Questionada sobre declarações dadas durante a apuração de denúncias envolvendo o gabinete de um parlamentar, ela contextualizou o episódio e lembrou que, como integrante da Mesa Diretora, defendeu que os relatos fossem investigados.

“Como procuradora especial da mulher, recebi denúncias de assédio sexual e moral dentro da Câmara Legislativa. Na reunião de líderes, eu era a única mulher e fiz questão de que essas denúncias fossem investigadas”, afirmou.

A partir do tema, Paula chamou atenção para formas de violência que nem sempre são visíveis e defendeu a proteção às mulheres.

“Existe uma violência silenciosa, que é a violência moral e a violência sexual, e essa violência tem que ser combatida. Precisamos capacitar as mulheres e garantir, principalmente, autonomia financeira para que elas tenham independência”, disse.

Paula também ressaltou o caráter histórico da disputa pelo Palácio do Buriti. “Nós temos uma oportunidade, pela primeira vez, de eleger uma mulher para o Governo do Distrito Federal”, declarou.

Combate à corrupção

Transparência e fiscalização também estiveram entre os eixos da participação de Paula. Ao tratar do impacto da corrupção sobre os serviços públicos, ela associou o problema diretamente à vida da população.

“A corrupção mata. Mata sonhos, mata a realidade das pessoas, mata a esperança”, afirmou.

Ela reiterou ainda a proposta de criar, caso seja eleita, um Gabinete de Combate à Corrupção, com participação do candidato a vice-governador, Juiz Everardo Ribeiro.

“O primeiro ato que nós vamos fazer é o Gabinete de Combate à Corrupção. Chega de achar que corrupção é coisa pequena. Chega de falar que má gestão é pouca coisa”, disse.

Valorização dos servidores

Os servidores públicos também tiveram espaço entre as propostas apresentadas. A tucana afirmou que uma das primeiras medidas de seu governo será realizar uma auditoria no Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (INAS-DF), além de ampliar os credenciamentos e a transparência na gestão.

“Em 2027, vamos fazer uma auditoria no INAS. Servidor público, o instituto não será moeda de troca. Vamos ampliar os credenciamentos e garantir mais transparência para quem depende do serviço”, declarou.

Mudança para o DF

Ao encerrar sua participação, Paula retomou a independência política que atribui à sua trajetória como deputada federal e distrital e apresentou sua candidatura como uma alternativa à atual condução do Distrito Federal.

“Eu, como mãe, como mulher, acredito que Brasília pode, sim, sair dessa situação de corrupção e mudar de verdade”, concluiu.

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