Candidata ao GDF defende mecanismo para que passageiras possam alertar o motorista imediatamente em casos de importunação e violência dentro do transporte coletivo

Durante caminhada pela Rodoviária do Plano Piloto, na tarde desta segunda-feira (31), a candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) defendeu a implantação de um botão de alerta nos ônibus para proteger mulheres vítimas de assédio e importunação sexual no transporte coletivo.
A proposta é criar um mecanismo que permita à passageira acionar o motorista imediatamente diante de uma situação de violência. A partir do alerta, o condutor poderá interromper a viagem para que sejam tomadas as providências necessárias, inclusive com encaminhamento à delegacia. “Nós, mulheres, muitas vezes entramos em ônibus apertados e encostam na gente. Não podemos compactuar com essa violência dentro dos ônibus”, afirmou Paula.
A candidata disse que a medida parte de uma realidade enfrentada diariamente por mulheres que dependem do transporte público, especialmente nos horários de maior movimento, quando a superlotação pode facilitar situações de assédio. “Queremos dar a essa mulher a oportunidade de denunciar dentro do ônibus. Ela precisa poder chamar a atenção do motorista, fazer com que ele pare na hora e que a situação seja encaminhada”, defendeu.
Demandas
Durante a visita, Paula conversou com passageiros e trabalhadores e ouviu reclamações sobre superlotação, preço das passagens, quantidade de ônibus e condições do serviço. Segundo a candidata, aumentar a oferta de veículos também é uma medida de segurança e dignidade para os usuários.
Paula afirmou que pretende tratar a mobilidade de forma integrada. Além de mais ônibus e medidas de proteção às mulheres, defendeu a expansão do metrô e melhorias na qualidade do transporte coletivo.
A candidata também voltou a defender a possibilidade de ampliar a gratuidade do transporte público para todos os dias da semana. Para Paula, entretanto, qualquer avanço nesse sentido deve estar acompanhado da melhoria do serviço. “Primeiro, é trazer um transporte de qualidade. Gratuito, mas com qualidade”, afirmou.