Paula Belmonte denuncia crise de ética no GDF e exige transparência sobre o BRB

Em discurso contundente, parlamentar critica cancelamento de envio de R$ 11 milhões da educação e convoca CLDF contra a omissão

Em um discurso contundente no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na última terça-feira (3), a deputada Paula Belmonte (PSDB) elevou o tom contra a atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF). Com foco na transparência e no zelo pela coisa pública, a parlamentar denunciou o que classifica como uma crise de ética profunda, centrada nas recentes movimentações financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o remanejamento de verbas essenciais.

Para Paula, a função da Câmara é clara: não aceitar a submissão nem a omissão diante de negociações que, segundo ela, foram “incentivadas e negociadas” pela cúpula do governo, ignorando as prioridades da população.

Em seu discurso, a deputada denunciou a retirada de R$ 11 milhões da educação para o pagamento de dívidas geradas por falta de gestão. “Não é justo com os nossos jovens que muitas vezes nem café da manhã têm para ir à escola”, pontuou.

Paula também destacou que, no DF, há uma crise ética e institucional. A parlamentar criticou o uso do patrimônio do GDF como moeda de troca em negociações sob sigilo, alertando que “quem vai pagar a conta é o povo”.

Unidade além de siglas

Um dos momentos mais marcantes da fala de Paula Belmonte foi o apelo à união dos 24 distritais. Para ela, a investigação não deve ser uma disputa entre base e oposição, mas um compromisso com a dignidade do cidadão.

“O povo não quer saber se a cor partidária é vermelha ou azul. Ele quer saber é de dignidade. A política transforma a vida das pessoas quando é bem feita, e eu não aceito a ideia de que ‘todo mundo é corrupto’.”

Próximos passos na CLDF

A deputada protocolou um pedido de comissão para acompanhar o caso de perto e cobrou agilidade da presidência da Casa para colocar a medida em votação. O objetivo é claro: exigir que o GDF explique por que milhões de reais de emendas parlamentares, destinadas originalmente a projetos sociais, saúde e educação, foram desviados para cobrir rombos orçamentários.

Com o olhar voltado para o ano eleitoral, Paula Belmonte encerrou seu pronunciamento com uma convocação à cidadania, afirmando que a resposta ao descaso e à falta de transparência deve ser dada diariamente na tribuna e, futuramente, nas urnas.

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