Paula Belmonte apresenta requerimento de CPI para investigar operações do BRB

Parlamentar reage ao afastamento do presidente do BRB e pede investigação ampla sobre operações que ameaçam o patrimônio do DF

A deputada distrital Paula Belmonte apresentou, nesta terça-feira (18), um requerimento para instalar uma CPI destinada a investigar as operações de investimento realizadas pelo Banco de Brasília (BRB) entre 2019 e novembro de 2025. A proposta de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito tem como foco a expansão de negócios do banco em outros estados, a tentativa de compra do Banco Master, os patrocínios milionários a grandes eventos e a atuação do BRB na gestão do Na Hora, da bilhetagem e de outras estruturas públicas.

O pedido chega após o afastamento do presidente do BRB, em meio a ações de órgãos de fiscalização e questionamentos sobre a liquidez e a situação financeira do Banco Master. Desde 2019, Paula Belmonte tem apresentado sucessivos requerimentos solicitando informações ao BRB e cobrando explicações claras à sociedade. Foram dois requerimentos específicos pedindo que o presidente do banco comparecesse à CLDF para detalhar a operação de compra do Banco Master e demais investimentos.

“Nunca houve transparência. Nunca recebemos documentos que justificassem essas operações. O dinheiro do contribuinte não pode ser tratado como se fosse privado”, afirma a deputada.

Durante a sessão que aprovou a compra do Banco Master, em agosto, Paula fez um dos discursos mais marcantes do plenário ao criticar a falta de informações e a inconsistência da operação: “O que a gente está comprando é um banco de plástico. Estão vendendo a imagem de um banco bonito, de couro, mas o que está sendo comprado é um banco de plástico que não vale nada. Não existe sustentabilidade, não existem documentos, não existem dados que nos deem segurança. Estamos falando de uma operação frágil, de dois bilhões de reais!”

O requerimento destaca que as operações do BRB vêm sendo alvo de denúncias e contestações do Banco Central, da imprensa e de órgãos fiscalizadores, incluindo balanços contábeis questionados. A CPI terá prazo inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, com poderes para requisitar documentos e servidores de órgãos distritais e federais para aprofundar a investigação.

“O BRB é um patrimônio do povo do Distrito Federal. Quando há sinais de irregularidades, omissões ou operações temerárias, o Parlamento precisa agir. Não se trata de disputa política, mas de responsabilidade com os recursos públicos”, disse a deputada.

O texto também ressalta que o governo do Distrito Federal manteve e reconduziu a presidência do BRB mesmo após sucessivas denúncias. Para a deputada, a CPI é a forma adequada de garantir que tudo seja apurado com independência. “O momento exige coragem e isenção. A sociedade precisa saber exatamente o que aconteceu, quem decidiu o quê e por quê”, concluiu.

Confira a íntegra do documento:

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