Meu mandato

Para fechar um ciclo virtuoso de desenvolvimento social, há muito que fazer. Por isso, reafirmo meus compromissos públicos com a educação de qualidade, o fim dos privilégios para políticos, a fiscalização dos gastos públicos, a reforma tributária para geração de mais e melhores empregos, o estímulo ao empreendedorismo, o combate à corrupção, e, mais diretamente o apoio ao desenvolvimento do Distrito Federal.

Infância e juventude
Empreendedorismo
Fiscalização
A Brasília que queremos

Minhas prioridades

Todos queremos um futuro melhor. Mas como chegar lá se não permitimos que meninos e meninas vençam os obstáculos dos primeiros anos de vida? Proteger o desenvolvimento da criança na primeira fase da vida é assegurar o futuro que buscamos para a nossa sociedade. Com acolhimento desde a concepção é possível construir um novo país.

A primeira infância é atualmente uma pauta mundial. Porque é cada vez mais amplo o entendimento sobre a importância desta etapa da vida, que vai da gestação até os seis anos de idade. Os estudos apontam esse período como decisivo na constituição de um adulto equilibrado, com o pleno desenvolvimento intelectual, social e emocional.

Os estudos são cada vez mais claros: o período que vai da concepção aos seis anos influencia toda a vida do ser humano. É preciso olhar o desenvolvimento das crianças em todos os seus aspectos: família, escola, saúde, o brincar.

No entanto, no Brasil, os obstáculos à infância estão em diversas esferas. Na educação, na saúde, na segurança pública. Na família, no bairro, no município, no poder público e no ambiente privado. Para milhares de crianças, a fome e a desnutrição, entre tantos outros, ainda são desafios a serem vencidos.

A taxa brasileira de mortalidade infantil – crianças entre 0 e 5 anos – cresceu pela primeira vez em 15 anos, segundo os dados oficiais de 2016 (veja mais aqui). É um indicativo claro de que nossas crianças seguem em risco. Os desafios estão por toda parte, muito além dos números.

No DF, aliás, é possível encontrar milhares de exemplos de vulnerabilidade infantil andando muito pouco. A poucos quilômetros do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, existem comunidades muito carentes, sem saneamento básico, rede elétrica ou asfalto. Além da vida doméstica em condições precárias, milhares de crianças estão privadas de acesso a creches. Em 2018, o déficit na capital do país atingia mais de 20 mil crianças.

Tem gente que diz que educação é gasto. Eu estudei em escolas públicas. E, hoje, como administradora e mãe de seis filhos, digo que educação investimento. E mais: deve ser prioridade absoluta. E além de mais recursos é preciso melhorar a gestão. Aqui em Brasília, por exemplo, o orçamento anual da educação é de R$ 8 bilhões aproximadamente. Aperfeiçoar a gestão e fiscalizar o investimento do dinheiro do contribuinte é o melhor caminho para garantir uma educação de qualidade.

A falta de oportunidades é um problema que afeta a população mais jovem do DF e está relacionada, na maioria das vezes, à baixa qualificação profissional, e que dificulta o acesso ao mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE, o desemprego entre trabalhadores com nível superior é de 6%, enquanto a média geral ultrapassa os 13% em todo o Brasil (dados de 2018).

Isso significa que quanto menos estudo, mais as chances de ficar sem emprego. No Distrito Federal, o desemprego chegou a 26% (em 2018) em localidades com faixas de renda mais baixas, como Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, Estrutural e Varjão. A saída para os jovens passa pelo estímulo ao ensino técnico e profissionalizante e também pelo incentivo ao empreendedorismo e à inovação. Ou seja, novamente voltamos a um ponto crucial nesta jornada de transformação do país: a educação.

Não há emprego para todos no setor público do Distrito Federal. E a taxa de desocupação alcançou os 20% da população economicamente ativa em 2018, o que representa cerca de 300 mil desempregados em plena capital federal. Os números, no entanto, não mostram uma das faces mais cruéis dessa realidade.

Para proteger uma criança ou um jovem em situação de vulnerabilidade é preciso apoiar os adultos que estão ao redor deles. Famílias com dificuldades de acesso ao mercado de trabalho ou jovens sem perspectiva de emprego geram ambientes ainda mais desafiadores para o desenvolvimento infantil. Com esse olhar, vejo no estímulo ao empreendedorismo uma ferramenta poderosa de transformação social, capaz de auxiliar milhares de desempregados e, ao mesmo tempo, proteger crianças e adolescentes que deles dependem para viver.

Para isso, temos de atuar em frentes distintas de políticas públicas: qualificação técnica, acesso a microcrédito, simplificação tributária, desburocratização e, principalmente, a disseminação da cultura empreendedora entre jovens e adultos. O empreendedorismo é mais do que ter um negócio próprio, é uma atitude presente em todos aqueles que desejam superar desafios e melhorar de vida. Isso é algo que se ensina na escola e em casa desde cedo. É capacidade de sonhar e acreditar nas oportunidades.

Muitos parlamentares não cumprem a missão de fiscalizar, que é uma das principais funções do mandato, por falta de independência. Parlamentares e sociedade têm a missão de agir juntos para garantir a correta destinação das verbas públicas. É por isso que trago a missão de fiscalizar como uma das principais bandeiras da minha atuação no Legislativo.

Existem discussões que, para mim, estão acima de questões partidárias, de direita e esquerda, de oposição e situação. Uma delas é a boa gestão pública. O político é um servidor público e tem obrigação de cuidar para que o dinheiro dos impostos seja aplicado em benefício da população. A arrecadação deve ser revertida para quem trabalhou arduamente para pagar impostos e, principalmente, para os que mais precisam do Estado.

No DF, há milhares de crianças sem acesso a creches, jovens fora do mercado de trabalho por falta de qualificação. Por outro lado, o pequeno empresário, que gera emprego e renda, está sufocado pela carga tributária. Enquanto isso, cresce a criminalidade. Dinheiro para mudar essa história há, mas é preciso respeitar o contribuinte. Esta é a base da mudança que buscamos.

Brasília reúne um pouco de cada pedaço do Brasil. É o bom resultado de uma grande mistura de sotaques, culturas e costumes, em um espaço urbano moderno e singular. No entanto, como um espelho do que ocorre nos quatro cantos de nosso país, a capital federal convive com necessidades extremas e diversas. Apesar da aparente riqueza que faz da cidade planejada uma das mais belas do Brasil, a miséria e a falta de oportunidades fazem parte da vida muitos dos seus habitantes.

A menos de 20 km do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, existe uma comunidade carente, sem saneamento básico, fornecimento de água, rede elétrica ou asfalto. Falta compromisso e humanização nas políticas públicas. A omissão das autoridades continua reproduzindo cenários como a Estrutural e o Sol Nascente – um pouco mais distante do centro do poder -, por todo o Brasil.

É inevitável não pensar em como crescerão as crianças que moram nessas comunidades, sem condições de saúde adequadas e sem vagas de creche. A ausência do Estado compromete a infância e, consequentemente, o futuro. O abandono das crianças interfere diretamente em questões como saúde e segurança pública. A Brasília que queremos não é esta.

Coloco o meu mandato a serviço do Distrito Federal, buscando recursos e soluções para políticas inovadoras e capazes de impactar de forma positiva e decisiva essa realidade que nós não aguentamos mais. Deixo as portas do meu gabinete abertas a propostas que estejam acima de questões partidárias e individuais, assim como a minha agenda, que estará a serviço de todos. Serei vigilante, ao mesmo tempo em que peço para todos me fiscalizem. Como parlamentar, acredito no diálogo como único meio para construir a Brasília que tanto queremos.

O que deseja encontrar?